A libertação dos 15 reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) no dia 02 de julho fez o mundo se curvar diante do presidente colombiano Álvaro Uribe. A Operação Xeque representa a porta de entrada para um possível terceiro mandato. Mesmo que Uribe não se reeleja, deve colocar no poder seu Ministro da Defesa, Juan Manuel Santos.
É provável que vencer as FARC seja um ponto de honra para Uribe, que teve o pai assassinado pelos guerrilheiros. Mas quem deu um golpe de mestre com o resgate de Ingrid Betancourt, três norte-americanos e onze militares colombianos, não daria um Xeque-Mate contra si mesmo.
Na opinião de um estrategista ouvido pelo SEMPRE EM JOGO, derrotar as FARC é tudo que Uribe não pode fazer. Acabar com a guerrilha é acabar com o próprio governo. Afinal, não é esta a maior bandeira do presidente?
As FARC são responsáveis pelo sucesso de Uribe. Com a guerrilha, ele alcançou quase 92% de popularidade. Não há, no mundo, presidente com tamanha aprovação. Há grandes chances de o povo colombiano acabar, conscientemente, com a essência democrática da troca de poder.
Sem tocarmos na influência que a indústria bélica norte-americana exerce nessa guerra, o fim das FARC afetaria a economia colombiana. O país é o maior produtor mundial de cocaína. Inevitavelmente, grande parte desse dinheiro é despejada no comércio, nos serviços, nos diversos negócios que geram emprego e alimentam as mamatas políticas.
O fim das FARC não é proveitoso para Uribe, muito menos desejo do venezuelano Hugo Chávez, do equatoriano Rafael Correa ou do nicaragüense Daniel Ortega. A extinção da guerrilha é apenas um sonho para o povo colombiano. Mas quem é que vive sem sonhos?
terça-feira, 15 de julho de 2008
sábado, 28 de junho de 2008
Dois cenários. Quantos interesses?
Estabilidade econômica. Potencial de expansão. Amazônia. Biodiesel. Descoberta de petróleo. Geografia, no mínimo, generosa.
Caos econômico. Queda do dólar. Recursos naturais cada vez mais escassos. Crise energética e de alimentos. Guerras de todos os tipos.
Os Estados Unidos admitiram, esta semana, que só o Brasil e os países árabes têm bacias em condições de aumentar a exploração de petróleo, que encerrou a sexta-feira com o barril negociado a mais de US$ 140.
Ainda pela avaliação dos especialistas norte-americanos, nem Venezuela, nem México devem conseguir se manter no mercado como atualmente. Aliás, a produção da América Latina vai cair, até 2010, na mesma proporção que a do Brasil vai crescer: 500 mil barris/dia.
Na quarta-feira, o Comandante da Marinha concedeu uma entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. “Mesmo para o caso da Bacia de Campos, que é mais próxima do litoral, nossos navios-patrulha não são suficientes. À medida que formos para bacias cada vez mais distantes, precisaremos de ter mais navios. É impossível com os meios que temos hoje estarmos presentes onde precisamos”, advertiu o Almirante Julio Soares de Moura Neto.
Interessante também o trecho em que o Comandante diz: “Os Estados Unidos têm dado todas as garantias de que respeitarão todas as figuras jurídicas, criadas na Lei do Mar, por meio da Convenção das Nações Unidas para o Direito do Mar”.
Se o sucesso da diplomacia depende também do poder de persuasão, o problema é saber até quando, não é mesmo Almirante?
Enquanto isso, a Marinha aguarda receber R$ 3,2 bilhões só em royalties atrasados.
Caos econômico. Queda do dólar. Recursos naturais cada vez mais escassos. Crise energética e de alimentos. Guerras de todos os tipos.
Os Estados Unidos admitiram, esta semana, que só o Brasil e os países árabes têm bacias em condições de aumentar a exploração de petróleo, que encerrou a sexta-feira com o barril negociado a mais de US$ 140.
Ainda pela avaliação dos especialistas norte-americanos, nem Venezuela, nem México devem conseguir se manter no mercado como atualmente. Aliás, a produção da América Latina vai cair, até 2010, na mesma proporção que a do Brasil vai crescer: 500 mil barris/dia.
Na quarta-feira, o Comandante da Marinha concedeu uma entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. “Mesmo para o caso da Bacia de Campos, que é mais próxima do litoral, nossos navios-patrulha não são suficientes. À medida que formos para bacias cada vez mais distantes, precisaremos de ter mais navios. É impossível com os meios que temos hoje estarmos presentes onde precisamos”, advertiu o Almirante Julio Soares de Moura Neto.
Interessante também o trecho em que o Comandante diz: “Os Estados Unidos têm dado todas as garantias de que respeitarão todas as figuras jurídicas, criadas na Lei do Mar, por meio da Convenção das Nações Unidas para o Direito do Mar”.
Se o sucesso da diplomacia depende também do poder de persuasão, o problema é saber até quando, não é mesmo Almirante?
Enquanto isso, a Marinha aguarda receber R$ 3,2 bilhões só em royalties atrasados.
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Piloto do Exército morre em acidente aéreo
O capitão Marco Aurélio da Silva Martins, 32 anos, piloto do helicóptero militar que caiu em Tefé (AM) não resistiu. Formado pela Academia Militar das Agulhas Negras em 2000, o oficial de Artilharia era casado e deixou dois filhos pequenos.
O helicóptero, que fazia a rota Tabatinga - Tefé, caiu nesta tarde, durante uma tempestade. O Exército não confirma se o mau tempo foi a causa do acidente. Mais quatro tripulantes, um tenente e três sargentos, sofreram escoriações e estão fora de perigo.
O helicóptero, que fazia a rota Tabatinga - Tefé, caiu nesta tarde, durante uma tempestade. O Exército não confirma se o mau tempo foi a causa do acidente. Mais quatro tripulantes, um tenente e três sargentos, sofreram escoriações e estão fora de perigo.
Cai helicóptero do Exército na Amazônia
Um helicóptero Pantera, com cinco tripulantes, caiu nesta tarde no Lago de Tefé, na Amazônia. Equipes de emergência, com lanchas do Exército, trabalham no resgate das vítimas.
Não há confirmação sobre as causas do acidente. A aeronave voltava de uma operação de vacinação de índios no Vale do Javari, oeste do Estado. Chovia muito forte no momento da queda.
Não há confirmação sobre as causas do acidente. A aeronave voltava de uma operação de vacinação de índios no Vale do Javari, oeste do Estado. Chovia muito forte no momento da queda.
terça-feira, 17 de junho de 2008
Quando um moleque veste farda tudo vem à tona
Questionável a presença do Exército no morro da Providência, centro do Rio. E o que não faltam são questões nesta história. Tanto por um possível escândalo eleitoreiro, quanto pela barbárie. Tudo cheira mal.
Quem pedia a presença do Exército nas favelas cariocas tinha a esperança de encontrar pessoas nas quais se pudesse confiar. Gente preparada para combater e sem nenhum interesse em se aliar. O que vemos agora é a escuridão.
Um tenente, que há pouco tempo serve no Rio, é o responsável por entregar os jovens a traficantes. Como ele conhecia esse pessoal? Que tipo de relação ele tinha com esses homens para ter essa “super” idéia? Como apenas três militares entram fardados numa favela dominada por criminosos e ninguém reage?
Uma punição por desacato a autoridade. O pior é que o moleque bota uma “fantasia camuflada” e pensa que é autoridade. Afinal, quem veste FARDA de verdade não faz esse tipo de coisa.
Por que o Exército estava lá, trabalhando num projeto de um candidato a prefeito? Por que só lá? Por que ninguém sabia? Ou será que sabia só que agora não é conveniente dizer?
Interessante, também, a omissão do Exército. Com todo o meu respeito ao Coronel Barcellos, que já atuou inclusive no Haiti, onde estão os generais?
Em momentos de crise, comandante tem que dar a cara a tapa, tem que assumir publicamente a responsabilidade do cargo. Tem que, no mínimo, aparecer para repudiar e dizer quais são as providências, tem que encarar a pressão.
Mais uma vez, o Comando se cala.
Quem pedia a presença do Exército nas favelas cariocas tinha a esperança de encontrar pessoas nas quais se pudesse confiar. Gente preparada para combater e sem nenhum interesse em se aliar. O que vemos agora é a escuridão.
Um tenente, que há pouco tempo serve no Rio, é o responsável por entregar os jovens a traficantes. Como ele conhecia esse pessoal? Que tipo de relação ele tinha com esses homens para ter essa “super” idéia? Como apenas três militares entram fardados numa favela dominada por criminosos e ninguém reage?
Uma punição por desacato a autoridade. O pior é que o moleque bota uma “fantasia camuflada” e pensa que é autoridade. Afinal, quem veste FARDA de verdade não faz esse tipo de coisa.
Por que o Exército estava lá, trabalhando num projeto de um candidato a prefeito? Por que só lá? Por que ninguém sabia? Ou será que sabia só que agora não é conveniente dizer?
Interessante, também, a omissão do Exército. Com todo o meu respeito ao Coronel Barcellos, que já atuou inclusive no Haiti, onde estão os generais?
Em momentos de crise, comandante tem que dar a cara a tapa, tem que assumir publicamente a responsabilidade do cargo. Tem que, no mínimo, aparecer para repudiar e dizer quais são as providências, tem que encarar a pressão.
Mais uma vez, o Comando se cala.
terça-feira, 27 de maio de 2008
Alfândega coloca droga em mala de passageiro
O que você faria se chegasse de viagem e encontrasse um pacote com 142 g de maconha na sua bagagem?
A droga foi colocada por um policial no bolso externo de uma mala no aeroporto de Narita, no Japão. A intenção do esperto funcionário da alfândega era testar a segurança do aeroporto.
O que deu errado? Tudo. Segundo o policial, o problema foi os cães farejadores não terem conseguido rastrear o pacote, o que nunca tinha acontecido antes. Pra completar, o agente não se lembra em que mala colocou a droga, avaliada em US$ 10 mil.
Para ele ter dito que nunca havia acontecido antes, é provável que ele tenha feito isso outras vezes. O ato é ilegal, claro. O teste de segurança deve ser feito com malas específicas, jamais com a bagagem que circula pelo aeroporto.
Imagine, por exemplo, se o passageiro fosse tomar um vôo para outro país. Ele poderia ser preso por tráfico internacional de drogas. Em algumas nações, a condenação por esse crime é a pena de morte. Se chegasse aos Estados Unidos e fosse considerado um narcotraficante, o passageiro poderia ser mandado para Guantánamo. Em muitos lugares ele, no mínimo, apanharia muito.
Considerando que o destino final seja mesmo Tóquio, o homem poderia ser revistado numa blitz. A pena para porte de droga é bastante severa no Japão, mesmo que a quantidade seja pequena.
O chefe da alfândega pediu DESCULPA. Que bonito! E fez um apelo para que o passageiro, ainda não identificado, devolva a embalagem.
Na imprensa, não há menção sobre o que vai acontecer com o policial. A resposta seria NADA?
A droga foi colocada por um policial no bolso externo de uma mala no aeroporto de Narita, no Japão. A intenção do esperto funcionário da alfândega era testar a segurança do aeroporto.
O que deu errado? Tudo. Segundo o policial, o problema foi os cães farejadores não terem conseguido rastrear o pacote, o que nunca tinha acontecido antes. Pra completar, o agente não se lembra em que mala colocou a droga, avaliada em US$ 10 mil.
Para ele ter dito que nunca havia acontecido antes, é provável que ele tenha feito isso outras vezes. O ato é ilegal, claro. O teste de segurança deve ser feito com malas específicas, jamais com a bagagem que circula pelo aeroporto.
Imagine, por exemplo, se o passageiro fosse tomar um vôo para outro país. Ele poderia ser preso por tráfico internacional de drogas. Em algumas nações, a condenação por esse crime é a pena de morte. Se chegasse aos Estados Unidos e fosse considerado um narcotraficante, o passageiro poderia ser mandado para Guantánamo. Em muitos lugares ele, no mínimo, apanharia muito.
Considerando que o destino final seja mesmo Tóquio, o homem poderia ser revistado numa blitz. A pena para porte de droga é bastante severa no Japão, mesmo que a quantidade seja pequena.
O chefe da alfândega pediu DESCULPA. Que bonito! E fez um apelo para que o passageiro, ainda não identificado, devolva a embalagem.
Na imprensa, não há menção sobre o que vai acontecer com o policial. A resposta seria NADA?
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Quando um militar estraga tudo
A falta de sensibilidade de um ser humano é uma coisa fora de série! O presidente norte-americano George W. Bush, que não é dos mais sensíveis, teve de pedir desculpas ao Iraque. Isso por que um soldado fez o favor de usar o Corão como alvo num estande de tiro em Bagdá. O infeliz deixou mais de dez perfurações no livro sagrado dos muçulmanos.
O exército foi obrigado a retirar o moleque do país às pressas. Chamá-lo de moleque é bem apropriado para o contexto. O comando militar organizou uma cerimônia de desculpas e entregou um novo exemplar do Corão aos líderes tribais. Uma nota afirma que os norte-americanos respeitam os árabes. Mas nada disso apaga o que o soldado fez. No máximo, põe panos quentes.
O telefonema de Bush ao primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, foi um gesto diplomático necessário, mas insuficiente. O porta-voz do governo afirmou que o país exige o julgamento do militar e punição severa por ofensa ao Islã.
O "feito" do soldado não chegou a provocar manifestações violentas nas ruas do Iraque e de outros países árabes. Menos mau. De qualquer forma, a atitude choca, como tudo que vem de uma tropa de ocupação.
O exército foi obrigado a retirar o moleque do país às pressas. Chamá-lo de moleque é bem apropriado para o contexto. O comando militar organizou uma cerimônia de desculpas e entregou um novo exemplar do Corão aos líderes tribais. Uma nota afirma que os norte-americanos respeitam os árabes. Mas nada disso apaga o que o soldado fez. No máximo, põe panos quentes.
O telefonema de Bush ao primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, foi um gesto diplomático necessário, mas insuficiente. O porta-voz do governo afirmou que o país exige o julgamento do militar e punição severa por ofensa ao Islã.
O "feito" do soldado não chegou a provocar manifestações violentas nas ruas do Iraque e de outros países árabes. Menos mau. De qualquer forma, a atitude choca, como tudo que vem de uma tropa de ocupação.
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